O krill e as baleias: o ciclo invisível que fertiliza os oceanos

Cristina Pinho • 19 de março de 2026

Nas águas geladas que circundam a Antártida, a vida depende de um organismo minúsculo. O krill antártico (Euphausia superba), um pequeno crustáceo translúcido de poucos centímetros, forma enxames tão densos que podem ser detectados por satélites.


Apesar do tamanho reduzido, o krill sustenta alguns dos maiores animais que já existiram na Terra. Baleias, focas, pinguins e inúmeras espécies de peixes dependem dele para sobreviver.


No entanto, a importância desse organismo vai muito além da alimentação. O krill está no centro de um ciclo ecológico complexo que conecta nutrientes, clima e biodiversidade marinha.


E há um detalhe surpreendente que vem fascinando cientistas: as baleias que se alimentam de krill ajudam a fertilizar o oceano com fezes ricas em ferro.


Krill antártico: um elo essencial da vida marinha

O krill ocupa uma posição estratégica na cadeia alimentar do Oceano Austral. Ele se alimenta de fitoplâncton, microalgas fotossintéticas que transformam luz solar e nutrientes em energia biológica.


Por sua vez, o krill sustenta predadores de todos os tamanhos, entre eles:


  • baleias filtradoras, como baleia-azul e jubarte
  • focas e lobos-marinhos
  • pinguins
  • aves marinhas
  • peixes e lulas


Essa função de “ponte energética” torna o krill uma espécie-chave do ecossistema antártico (Atkinson et al., 2008).


Estimativas sugerem que, antes da caça industrial, as baleias do Oceano Austral consumiam centenas de milhões de toneladas de krill por ano (Savoca et al., 2021). Essa escala revela o papel central desse pequeno crustáceo na sustentação da megafauna marinha. 


Baleias e krill: gigantes que se alimentam em escala monumental


Durante décadas, cientistas subestimaram quanto as baleias realmente comem. Um estudo recente liderado por Matthew Savoca demonstrou que baleias filtradoras consomem cerca de três vezes mais alimento do que se estimava anteriormente (Savoca et al., 2021).


Uma baleia-azul, por exemplo, pode ingerir até 16 toneladas de krill por dia durante a temporada de alimentação. Esse consumo extraordinário permite que esses animais acumulem energia suficiente para realizar longas migrações e reprodução.


Mas a história ecológica não termina com a alimentação.

Na verdade, ela começa ali.


A “bomba de nutrientes” das baleias



O Oceano Austral possui abundância de macronutrientes como nitrato e fosfato, mas é relativamente pobre em ferro dissolvido, um micronutriente essencial para o crescimento do fitoplâncton.

Sem ferro suficiente:


  • o fitoplâncton não floresce plenamente
  • o krill perde sua principal fonte de alimento
  • a produtividade do ecossistema diminui


Ao se alimentarem de krill em profundidade e defecarem próximo à superfície, as baleias transportam ferro para zonas iluminadas do oceano, onde ocorre a fotossíntese.


Esse mecanismo ecológico ficou conhecido como “whale pump”, ou bomba biológica das baleias (Lavery et al., 2010).


As fezes das baleias contêm concentrações de ferro milhões de vezes superiores às da água do mar antártica (Nicol et al., 2010). Esse ferro fertiliza o oceano e estimula o crescimento do fitoplâncton, base de toda a cadeia alimentar.


O ciclo ecológico entre fitoplâncton, krill e baleias


O funcionamento desse sistema pode ser descrito como um ciclo natural:


  • o fitoplâncton alimenta o krill
  • o krill alimenta as baleias
  • as baleias fertilizam o oceano com ferro
  • o fitoplâncton volta a prosperar


Esse processo forma um sistema circular eficiente e vital para o equilíbrio do ecossistema marinho.



O paradoxo do krill: quando menos baleias significam menos alimento


No século XX, a caça industrial matou mais de 1,5 milhão de baleias.


Seria esperado que, sem esses grandes predadores, as populações de krill aumentassem. No entanto, ocorreu o oposto.


Pesquisas indicam que a redução das baleias diminuiu a reciclagem de nutrientes nos oceanos, reduzindo a produtividade primária e, consequentemente, a abundância de krill (Roman et al., 2014).


Esse fenômeno, por vezes chamado de “paradoxo do krill”, mostra que ecossistemas marinhos funcionam por interdependência, e não apenas por relações simples de predador e presa. 


Baleias como engenheiras dos ecossistemas


Antes da exploração industrial, as baleias do Oceano Austral consumiam cerca de 430 milhões de toneladas de krill por ano (Savoca et al., 2021).


Esse fluxo ecológico contribuía para:


  • aumento da produtividade do fitoplâncton
  • maior abundância de krill
  • sustentação de aves, peixes e mamíferos marinhos
  • intensificação da captura de carbono pelos oceanos


Hoje, com populações ainda em recuperação, esse ciclo funciona em intensidade reduzida.


Fitoplâncton: a base invisível que regula o planeta


O fitoplâncton fertilizado pelo ferro reciclado pelas baleias desempenha um papel crucial na regulação climática global.


Esses microrganismos são responsáveis por:


  • cerca de metade da produção de oxigênio do planeta
  • significativa captura de dióxido de carbono atmosférico (Falkowski, 2012)


Quando sua produtividade aumenta:

  • o krill encontra alimento abundante
  • cadeias alimentares prosperam
  • o oceano absorve mais CO₂


Sem micronutrientes como o ferro, esse motor biológico desacelera.


Krill, carbono e clima


O krill participa diretamente da chamada bomba biológica de carbono, que transporta carbono da superfície para as profundezas do oceano.


Ao estimular o crescimento do fitoplâncton e sustentar cadeias alimentares complexas, ele contribui para a regulação climática global.


Proteger o krill, portanto, não é apenas proteger a biodiversidade marinha — é também proteger um dos mecanismos naturais de estabilização do clima terrestre.


A nova pressão sobre o krill antártico


Apesar de sua importância ecológica, o krill enfrenta pressões crescentes.


Pesca industrial

O krill é utilizado na aquicultura, na produção de suplementos nutricionais e em ração animal. Embora regulada, a pesca pode competir com predadores naturais.


Mudanças climáticas

A redução do gelo marinho ameaça áreas de reprodução e a disponibilidade de alimento para o krill (Flores et al., 2012).


Acidificação dos oceanos

Mudanças na química da água podem afetar o desenvolvimento larval do krill e a estabilidade da cadeia alimentar polar. 


Um oceano fertilizado por gigantes

Imagine a Antártida antes da caça industrial: horizontes pontilhados por baleias, águas ricas em krill e explosões sazonais de fitoplâncton impulsionadas pela reciclagem de nutrientes.


Esse sistema ainda existe, mas em escala reduzida.


A recuperação das populações de baleias pode ajudar a restaurar parte desse equilíbrio natural.


O pequeno krill e o grande equilíbrio da Terra

O krill é um dos organismos mais importantes do planeta. Ele alimenta gigantes, sustenta cadeias alimentares, influencia ciclos biogeoquímicos e ajuda a regular o clima global.


As baleias, ao consumi-lo, devolvem ferro e nutrientes à superfície, fertilizando o fitoplâncton e sustentando a produtividade dos oceanos.


Proteger baleias e krill não é apenas uma questão de conservação.


É uma questão de equilíbrio planetário.


Talvez a maior lição seja esta: nos oceanos, a vida depende de ciclos delicados, e até o maior animal da Terra depende de criaturas quase invisíveis para sobreviver.


Referências acadêmicas

Atkinson, A. et al. (2008). Oceanic circumpolar habitats of Antarctic krill. Marine Ecology Progress Series.

Falkowski, P. (2012). Ocean Science: The power of plankton. Nature.

Flores, H. et al. (2012). Impact of climate change on Antarctic krill. Marine Ecology Progress Series.

Lavery, T. J. et al. (2010). Iron defecation by sperm whales stimulates carbon export. Proceedings of the Royal Society B.

Nicol, S. et al. (2010). Southern Ocean iron fertilization by baleen whales. Marine Ecology Progress Series.

Roman, J. et al. (2014). Whales as marine ecosystem engineers. Frontiers in Ecology and the Environment.

Savoca, M. S. et al. (2021). Baleen whale prey consumption based on high-resolution foraging measurements. Nature.



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O debate em torno do Projeto de Lei do Licenciamento Ambiental tem ocupado espaço central nas discussões sobre políticas públicas no Brasil. A proposta de revisão das regras, defendida por diversos setores produtivos há anos, ganhou novo impulso com a edição do decreto presidencial que regulamenta pontos sensíveis do texto. O decreto, publicado após intensa interlocução com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, incorporou sugestões da pasta e representou um ponto de equilíbrio importante: buscou-se preservar a necessária modernização do processo de licenciamento, mas com a retirada de flexibilidades que poderiam ampliar riscos ambientais. Desde o início, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima expressou preocupação com dispositivos do PL que, na visão da equipe técnica, poderiam fragilizar os mecanismos de prevenção e controle. Entre os pontos mais sensíveis estavam as hipóteses de dispensa automática de licenciamento para determinadas atividades, a simplificação excessiva dos estudos de impacto ambiental e os prazos considerados inadequados para análise pelos órgãos licenciadores. Esses temas foram objeto de intenso diálogo interministerial e resultaram em mudanças relevantes no decreto final. Uma das alterações mais importantes diz respeito às hipóteses de licenciamento por adesão e compromisso. A redação original do PL previa a aplicação desse modelo simplificado a um conjunto relativamente amplo de atividades, o que, na avaliação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, poderia abrir brechas para que empreendimentos com potencial significativo de impacto fossem submetidos a uma análise insuficiente. O decreto introduziu uma regra mais clara de enquadramento, restringindo a aplicação da adesão e compromisso aos casos em que haja, previamente, uma comprovação formal de baixo impacto ambiental. Além disso, ficou estabelecido que a implementação desse modelo deverá ser precedida da elaboração de critérios detalhados, com consulta aos órgãos ambientais estaduais. Outro ponto sensível envolvia a dispensa total de licenciamento para atividades consideradas tradicionais ou de menor porte. Embora o objetivo de reduzir custos e burocracia para pequenos empreendedores seja legítimo, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima alertou que a ausência de qualquer instrumento de controle dificultaria a identificação de impactos cumulativos, especialmente em regiões ambientalmente frágeis. A versão final do decreto eliminou a previsão de dispensa automática e substituiu esse mecanismo por um procedimento simplificado, mas ainda submetido à análise prévia das autoridades ambientais em cada caso. Com isso, manteve-se a possibilidade de agilizar processos, mas preservando um nível mínimo de verificação técnica. Outro ajuste relevante teve relação com os prazos. O texto original estabelecia prazos rígidos para a manifestação dos órgãos ambientais, com aprovação tácita caso o prazo expirasse sem uma decisão formal. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima argumentou que essa regra poderia ser contraproducente, na medida em que situações complexas demandam estudos detalhados e articulação com outros órgãos públicos. O decreto manteve a diretriz de assegurar celeridade, mas eliminou o mecanismo de aprovação tácita. Em seu lugar, foram introduzidas diretrizes para melhoria da gestão processual, incluindo metas de desempenho e digitalização obrigatória dos procedimentos, o que pode aumentar a eficiência de forma mais consistente. Também merece destaque a alteração na parte relativa aos estudos ambientais. O PL original autorizava a possibilidade de utilização de estudos simplificados em um número significativo de casos, com eventual dispensa dos EIA/RIMA (Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental). Após diálogo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o decreto passou a exigir que a adoção de estudos simplificados esteja condicionada à existência de diretrizes previamente definidas por resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente, garantindo assim a participação de especialistas e da sociedade civil na definição desses parâmetros. No que diz respeito às competências de outros órgãos, o decreto também introduziu um ajuste importante. O texto original podia ser interpretado como uma limitação da competência dos órgãos de patrimônio cultural e de povos indígenas na fase de licenciamento. A nova versão reforça a obrigatoriedade de consulta e manifestação dessas instituições nos casos em que o empreendimento impacte áreas de valor histórico, cultural ou terras de povos originários. Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, essa medida foi fundamental para assegurar a conformidade do novo marco com a legislação federal e com compromissos internacionais assumidos pelo Brasil. A articulação entre os entes federativos, outro tema sensível, também foi contemplada. Enquanto o PL previa a possibilidade de os estados adotarem regramentos específicos, havia receio de que isso levasse a padrões muito diferentes entre os territórios, podendo gerar distorções competitivas ou mesmo uma “corrida regulatória”. O decreto manteve a autonomia dos estados, mas estebeleceu que qualquer regra específica deverá respeitar parâmetros mínimos de proteção ambiental definidos em âmbito federal. Dessa forma, buscou-se equilibrar a flexibilidade regional com a necessidade de uniformidade nacional. Por fim, deve-se registrar que o decreto avançou ainda em aspectos operacionais. Foram incluídas diretrizes para reforçar a capacitação dos técnicos responsáveis pelo licenciamento e para ampliar o uso de sistemas informatizados, com objetivo de reduzir a dispersão de informações e permitir maior transparência e previsibilidade. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima ressaltou que essas medidas eram fundamentais para garantir que a agilidade pretendida pelo PL pudesse ser alcançada sem comprometer as salvaguardas ambientais. Conclusão As mudanças incorporadas ao decreto presidencial refletem um esforço claro de conciliar diferentes expectativas. Ao atender às principais recomendações do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o texto final eliminou flexibilidades que poderiam comprometer a integridade do processo de licenciamento, especialmente em temas como dispensa automática, aprovação tácita e utilização indiscriminada de estudos simplificados. Ao mesmo tempo, foram preservados instrumentos capazes de conferir maior agilidade e eficiência, como o licenciamento por adesão nos casos de baixo impacto, a simplificação procedimental e o uso de tecnologia. Trata-se, portanto, de um avanço importante no sentido de modernizar o licenciamento ambiental no Brasil, mantendo o equilíbrio entre desenvolvimento e proteção ambiental – princípio essencial para qualquer política pública contemporânea.
Um cavalo branco pasta na grama em uma floresta escura com árvores altas.
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As florestas são muito mais do que meras coleções de árvores; são ecossistemas dinâmicos e complexos que desempenham um papel insubstituível na manutenção da vida e do equilíbrio ambiental em nosso planeta. De florestas tropicais úmidas a densas florestas boreais, passando por florestas temperadas e manguezais costeiros, cada tipo de floresta contribui de maneira única para a saúde global. Compreender sua importância multifacetada é crucial para a construção de um futuro verdadeiramente sustentável. Reguladores Climáticos Globais Um dos serviços ecossistêmicos mais vitais prestados pelas florestas é a regulação climática. Através da fotossíntese, as árvores absorvem grandes quantidades de dióxido de carbono (CO2), um dos principais gases de efeito estufa, e liberam oxigênio. Esse processo as torna sumidouros de carbono essenciais, mitigando o aquecimento global. Por exemplo, a Floresta Amazônica, a maior floresta tropical do mundo, armazena bilhões de toneladas de carbono e influencia os padrões climáticos de todo o continente sul-americano, inclusive a formação de chuvas em regiões distantes. Da mesma forma, as vastas florestas boreais (taiga) que se estendem pela América do Norte, Europa e Ásia, embora em climas mais frios, também representam um gigantesco reservatório de carbono, especialmente em seus solos ricos em matéria orgânica. Guardiãs da Água As florestas desempenham um papel central no ciclo hidrológico, influenciando a disponibilidade e a qualidade da água. Elas atuam como esponjas naturais, absorvendo a água da chuva e liberando-a gradualmente para rios e aquíferos, o que ajuda a prevenir inundações e a manter o fluxo de água durante períodos de seca. Suas raízes estabilizam o solo, prevenindo a erosão e o assoreamento de corpos d'água. Um exemplo claro é a Floresta da Bacia do Congo, que, assim como a Amazônia, contribui para a formação de chuvas e a manutenção de vastos sistemas fluviais que abastecem milhões de pessoas e ecossistemas dependentes da água. Em regiões temperadas, como as florestas de sequoias na Califórnia, a densa vegetação ajuda a reter a umidade do solo e a regular o fluxo de riachos, essenciais para a vida selvagem e o abastecimento humano. Santuários de Biodiversidade As florestas são os maiores reservatórios de biodiversidade terrestre, abrigando uma vasta gama de espécies de flora e fauna. Embora cubram aproximadamente 30% da superfície terrestre, elas concentram mais de 80% das espécies de anfíbios, 75% das aves e 68% dos mamíferos conhecidos. A diversidade biológica é fundamental para a resiliência dos ecossistemas e para a descoberta de novos recursos. A Floresta Atlântica, no Brasil, é um hotspot de biodiversidade global, com altíssimos níveis de endemismo, abrigando espécies únicas como o mico-leão-dourado. As florestas tropicais da Indonésia e Malásia são lares para orangotangos e tigres, além de uma miríade de plantas com potencial medicinal ainda inexplorado. Mesmo as florestas de eucalipto na Austrália, com sua biodiversidade mais especializada, sustentam ecossistemas complexos e espécies icônicas como os coalas.
A humpback whale is swimming in the ocean.
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Todos os anos, entre os meses de julho e novembro, um espetáculo silencioso e majestoso toma conta do litoral brasileiro — a migração das baleias, em especial das jubartes, que escolhem nossas águas para descansar, acasalar e, muitas vezes, dar à luz. Aqui, na região de Arraial do Cabo (RJ), esse fenômeno natural pode ser vivido de perto, com sorte e respeito, através do avistamento desses animais incríveis em seu habitat. O Instituto Luísa Pinho Sartori convida todos a participarem de uma saída especial de observação de baleias no dia 26 de julho, com o objetivo de promover a educação ambiental e o encantamento pela biodiversidade marinha. Quais baleias passam por aqui? As espécies mais comumente avistadas na costa fluminense são a baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) e a baleia-de-bryde (Balaenoptera brydei). A jubarte é a estrela da temporada de inverno: adulta, pode chegar a 16 metros e pesar mais de 40 toneladas. É conhecida por seus saltos acrobáticos e pelos longos cantos emitidos pelos machos, que podem durar até 20 minutos. Já a baleia-de-bryde, observada com frequência em Arraial do Cabo em anos anteriores, é uma espécie de hábitos mais costeiros. Ela pode ser vista durante todo o ano, especialmente nas estações mais quentes, alimentando-se de cardumes de sardinhas e outros peixes pelágicos. Seu corpo esguio e as três cristas na cabeça ajudam a distingui-la de outras baleias. Por que elas estão aqui? Esses gigantes do mar percorrem milhares de quilômetros todos os anos. As jubartes, por exemplo, vêm das águas geladas da Antártida, onde se alimentam durante o verão. Quando o inverno se aproxima, elas sobem para águas tropicais e subtropicais, como as do litoral brasileiro, para se reproduzir e parir em águas mais quentes e protegidas. O litoral do estado do Rio de Janeiro, especialmente a região de Arraial do Cabo, se tornou rota importante dessa migração por oferecer águas relativamente calmas e ricas em vida, além de um ambiente propício ao descanso dos animais. Apesar de incomum, em junho de 2024 um raro e emocionante acontecimento marcou a costa do Rio de Janeiro: o nascimento de um filhote de baleia-jubarte nas águas próximas à Praia da Barra. O registro, feito por banhistas e biólogos, chamou a atenção, já que as jubartes costumam. O nascimento do filhote (apelidado carinhosamente de Bossa Nova) foi celebrado como um sinal positivo da recuperação da espécie e também um alerta sobre a importância da preservação dos oceanos e da vida marinha.
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