Desmatamento na Mata Atlântica cai 55% em 2024: podemos celebrar?

Equipe ILPS • 13 de março de 2025

A redução do desmatamento na Mata Atlântica é uma notícia promissora para a conservação ambiental no Brasil. Dados recentes apontam uma queda significativa no desmatamento do bioma. No primeiro semestre de 2024, a perda de vegetação nativa caiu 55% em relação ao mesmo período de 2023, passando de 47.896 hectares para 21.401 hectares.


Essa diminuição é reflexo do fortalecimento da fiscalização ambiental, que tem sido intensificada para combater atividades ilegais. Entre as principais medidas adotadas, destacam-se:


  • Ações rigorosas de fiscalização para coibir infrações ambientais
  • Corte de crédito para desmatadores ilegais, impedindo o acesso a financiamentos e desestimulando novos desmatamentos
  • Uso de embargos remotos, que bloqueiam o uso comercial de áreas desmatadas identificadas via monitoramento por satélite


Mas será que estamos, de fato, virando o jogo?


Apesar dos avanços, especialistas alertam que o desmatamento ainda representa uma ameaça significativa para a Mata Atlântica. O sucesso contínuo da conservação desse bioma dependerá da manutenção e ampliação das políticas públicas ambientais, bem como do fortalecimento das ações de fiscalização.


O desmatamento não é um problema isolado. Ele está diretamente ligado à perda de biodiversidade, à degradação dos serviços ecossistêmicos e ao agravamento das mudanças climáticas. Por isso, a proteção desse bioma deve ser uma prioridade permanente.


Educação ambiental: um pilar essencial para a preservação


A educação ambiental desempenha um papel essencial na proteção dos biomas brasileiros. Quando a sociedade compreende o valor da biodiversidade e os impactos do desmatamento, há um aumento da pressão popular por medidas eficazes e transparentes de fiscalização.


Além disso, o engajamento do setor privado é essencial na preservação da Mata Atlântica. Empresas que adotam práticas sustentáveis não só minimizam seus impactos negativos, mas também contribuem para fortalecer a bioeconomia, investindo em modelos produtivos que geram renda sem destruir o meio ambiente.


Negócios baseados no manejo sustentável da floresta, como a produção de  cosméticos naturais, fármacos e alimentos nativos, que aliam desenvolvimento econômico e conservação ambiental.

Preservação da Mata Atlântica: uma responsabilidade compartilhada


A conservação da Mata Atlântica e de outros biomas brasileiros depende de um esforço conjunto entre governos, setor privado e sociedade civil. Quanto mais difundida for a educação ambiental, maior será a pressão por políticas públicas eficazes e por uma economia que valorize a floresta em pé.



No Instituto Luísa Pinho Sartori (ILPS), há 15 anos trabalhamos sustentados em três pilares que fundamentam nossa atuação:


Educação ambiental – promovendo conhecimento e conscientização 

Projetos de impacto – desenvolvendo ações concretas para proteger a biodiversidade 

Advocacy ambiental – defendendo políticas públicas sustentáveis e incentivando práticas responsáveis 


A recente queda no desmatamento é um indicativo de que estamos no caminho certo, mas a luta pela preservação da Mata Atlântica precisa ser contínua. Com ações coordenadas e um compromisso coletivo, podemos garantir que esse bioma continue resistindo e se regenerando.


A floresta em pé é o nosso maior patrimônio!


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