Fábio Sartori: o pai que transformou a perda em um legado pela natureza

Equipe ILPS • 29 de julho de 2026

Toda causa precisa de quem sonhe com ela e de quem a faça acontecer todos os dias. 

No Instituto Luísa Pinho Sartori, esse papel tem nome: Fábio Sartori, cofundador e diretor executivo, pai de Luísa e parceiro de Cristina Pinho na decisão de transformar uma perda imensa em um legado para a conservação da natureza.


Uma escolha feita a dois

A história do Instituto começa com uma tragédia familiar. Em novembro de 2009, Cristina e Fábio perderam a filha Luísa, estudante de biologia e apaixonada pela natureza, ainda muito jovem. Diante de uma dor sem tamanho, o casal fez uma escolha difícil e generosa: dar continuidade àquilo em que a filha acreditava.


Logo em janeiro de 2010 começaram a trabalhar, auxiliados por professores do Instituto de Biologia da UFRJ que haviam conhecido e convivido com a Luísa. Ainda neste ano houve a primeira Palestra na Biosemana e o primeiro Prêmio Luísa, ambos projetos financiados inteiramente pela família.


Em 2015, nasceu o Instituto Luísa Pinho Sartori, fundado pelos dois com o apoio de amigos para inspirar e apoiar jovens conservacionistas. Se Cristina é a voz que conta essa história em entrevistas e palestras, Fábio é quem ajuda a sustentar a estrutura por trás dela, cuidando para que o propósito da Luísa se traduza em projetos reais, ano após ano.

Da engenharia ao cuidado com a Mata Atlântica

Antes do Instituto, Fábio construiu uma trajetória que combina o mundo corporativo e o contato direto com a natureza. Escoteiro na juventude, engenheiro mecânico pela UFRJ, trabalhou na CSN e Petrobras, ocupando cargos técnicos e gerenciais. Tem MBA em gestão pela FGV e curso de gestão internacional na Sloan School of Management, do MIT.


Mas talvez o capítulo mais simbólico da sua trajetória esteja ligado à terra. Fábio dirige, desde 2011, um viveiro de produção de mudas de árvores nativas em Silva Jardim, no interior do Rio de Janeiro, região que abriga remanescentes importantes de Mata Atlântica e iniciativas de restauração florestal. Trabalhar com mudas e reflorestamento é, no fundo, a tradução mais concreta de tudo o que o Instituto defende: plantar hoje para que a vida siga existindo amanhã. Essa vivência prática com a conservação ajuda a explicar a seriedade com que ele encara a missão do ILPS.


À frente do Instituto

Como diretor executivo, Fábio está presente nos momentos que dão rosto ao trabalho do Instituto. Nas cerimônias do Prêmio Luísa, por exemplo, é ele quem costuma falar sobre os objetivos da organização, lembrando a todos por que aquele reconhecimento existe e o que ele representa para os jovens cientistas premiados.


É um papel que combina gestão e emoção. De um lado, há a responsabilidade de manter o Instituto funcionando, captar recursos e garantir que cada doação chegue aos projetos certos. De outro, há a missão pessoal de honrar a memória da filha e de fortalecer uma rede que apoia novos conservacionistas em todo o Brasil. Para Fábio, essas duas dimensões caminham juntas.

Um legado construído em silêncio


Nem toda liderança aparece nos holofotes. Boa parte do que faz o Instituto Luísa Pinho Sartori seguir de pé acontece nos bastidores, no trabalho cuidadoso de quem organiza, planeja e executa. É nesse lugar que Fábio Sartori atua, com a discrição de quem prefere ver a causa crescer a ocupar o centro da cena.


Ao lado de Cristina e de uma equipe de cientistas, educadores e voluntários, ele ajuda a manter viva a frase que resume tudo o que a Luísa acreditava: cuidar do planeta porque é o lugar onde vivemos, e o único onde podemos viver.


Conhecer a história de Fábio é entender que, por trás d
e cada projeto apoiado pelo ILPS, existe uma família que escolheu transformar saudade em ação. E que segue convidando você a fazer parte dessa história.

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