Cristina Pinho: a engenheira que transformou a saudade em uma missão pelo planeta

Equipe ILPS • 29 de julho de 2026

Por trás do Instituto Luísa Pinho Sartori existe uma história de amor, de luto e de transformação.

E no centro dela está Cristina Pinho, engenheira, executiva e mãe, que escolheu honrar a memória da filha criando algo capaz de inspirar gerações de jovens conservacionistas. Conhecer a trajetória de Cristina é entender de onde vem a força do ILPS e por que cada projeto que apoiamos carrega um propósito tão profundo.


Uma pioneira em um mundo de homens

Antes de fundar o Instituto, Cristina Pinho já havia construído uma carreira impressionante em um dos setores mais masculinos do Brasil. Formada em engenharia mecânica, ela dedicou 31 anos à Petrobras, onde atuou em liderança nas áreas de exploração, produção e logística. Foi a primeira mulher a ocupar o cargo de gerente-executiva de engenharia submarina da companhia, abrindo caminho em um ambiente onde poucas mulheres chegavam ao topo.


Sua trajetória não parou por aí. Cristina foi subsecretária de Petróleo, Gás e Energia do Estado do Rio de Janeiro e, em 2019, tornou-se a primeira mulher a assumir a secretaria-geral do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP). Ao longo dos anos, somou ainda assentos em conselhos consultivos de organizações como Shell e Ocyan, atuou como mentora em programas de liderança feminina e, desde 2023, integra o Conselho de Desenvolvimento Econômico, Social e Sustentável.


Em 2022, sua história ganhou destaque nacional no quadro "Mulheres Fantásticas", do Fantástico, da TV Globo. A reportagem mostrou não só a competência da executiva que desbravou um universo dominado por homens, mas também a coragem de quem soube transformar a dor em propósito.


Quem foi Luísa Pinho Sartori

Para entender o Instituto, é preciso conhecer Luísa, filha de Cristina. Estudante de biologia e ativista apaixonada, Luísa tinha um amor pela natureza que contagiava todos ao seu redor. Família, amigos, colegas e professores guardam a memória de uma jovem que vivia intensamente suas convicções e acreditava, de forma genuína, que cuidar do planeta era uma responsabilidade de todos.


Em 2009, aos 20 anos, Luísa faleceu em um acidente de carro nos Estados Unidos. Foi uma perda absurda, dessas que parecem não fazer sentido. Mas o que ela deixou continuou vivo. Uma frase sua resume tudo o que acreditava e se tornou o lema que guia o Instituto até hoje:


"Eu me preocupo com o Planeta porque é o lugar onde vivemos, e o único onde podemos morar."


Quando a dor vira missão


Diante de uma perda tão grande, Cristina e o marido, Fábio Sartori, fizeram uma escolha. Em vez de deixar que a saudade os paralisasse, decidiram transformá-la em movimento. Em 2015, nasceu o Instituto Luísa Pinho Sartori, criado para manter viva a paixão de Luísa pela conservação da natureza e para inspirar outros jovens a seguir o mesmo caminho.


Em suas próprias palavras, Cristina enxergou que a missão da filha tinha um valor imenso e que valia a pena dar continuidade a ela. A dor da ausência não desaparece, mas encontra um lugar quando se transforma em algo que ajuda o mundo. É essa a essência do ILPS: memória que vira ação, saudade que vira esperança.


Hoje, Cristina preside o Conselho Consultivo do Instituto, ao lado de uma equipe formada por cientistas, educadores e profissionais comprometidos com a causa ambiental.


Um legado que cresce a cada ano


O que começou como uma homenagem se consolidou como uma das iniciativas mais respeitadas na formação de novos conservacionistas no Brasil. Inspirado na trajetória de Luísa, o Instituto se tornou um espaço de encontro entre ciência, educação e sociedade, com o propósito de conservar o planeta para o bem dos seres que nele habitam.


Entre as iniciativas que carregam esse legado estão o Prêmio Luísa, hoje referência nacional no reconhecimento de trabalhos científicos de estudantes de biologia e áreas correlatas, e o programa Jovens Talentos para a Conservação, que já alcança estudantes em todo o país. Cada bolsa concedida, cada prêmio entregue e cada evento realizado fortalece a juventude e reforça uma crença simples e poderosa: investir na formação de jovens conservacionistas dá resultado. Ideias ganham vida, pesquisas saem do papel e novas lideranças ambientais surgem para proteger a biodiversidade.


A atuação do Instituto se apoia em três pilares: financiar projetos que contribuem diretamente para a conservação da natureza, apoiar a formação de jovens conservacionistas e defender publicamente a causa da conservação. Tudo isso guiado por valores que Cristina faz questão de manter no centro do trabalho: inquietação, simplicidade, efetividade e transparência.


A história continua com você

A trajetória de Cristina Pinho mostra que a dor mais profunda pode se transformar na causa mais bonita. O Instituto Luísa Pinho Sartori é a prova viva de que uma vida, mesmo interrompida cedo demais, pode seguir inspirando por muitos e muitos anos.


Quando você apoia o ILPS, entra nessa corrente que transforma talentos em lideranças ambientais e sonhos em soluções reais para o planeta. A missão de Luísa continua. E ela só faz sentido com pessoas dispostas a cuidar do único lugar onde podemos viver.


Faça parte dessa história. Conheça os projetos do Instituto e descubra como a sua contribuição pode fortalecer a ciência e a conservação no Brasil.

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