ILPS celebra 15 anos de impacto na conservação ambiental

Equipe ILPS • 16 de setembro de 2025

Em 2025, o Instituto Luísa Pinho Sartori (ILPS) celebra 15 anos de dedicação incansável à conservação ambiental e à formação de novas gerações comprometidas com o futuro do planeta. Inspirado pela trajetória da estudante Luísa Pinho Sartori, que nos deixou precocemente em 2009, o Instituto consolidou-se como um espaço de encontro entre ciência, educação  e sociedade, promovendo iniciativas que unem conhecimento acadêmico, engajamento da juventude e ações práticas em defesa da biodiversidade.


Mais do que números, esses 15 anos representam vidas impactadas, ideias que ganharam força e caminhos que se abriram para estudantes, pesquisadores e profissionais da conservação. O ILPS nasceu com a missão de inspirar e apoiar talentos, e acima de tudo, de semear esperança: a crença de que é possível transformar a relação das pessoas com o meio ambiente e garantir um futuro mais equilibrado para todos.


Ao olhar para trás, cada conquista reforça a importância de seguir adiante. Ao olhar para frente, o Instituto reafirma o compromisso de ser parte ativa na preservação do planeta, o único lar que temos e que devemos cuidar coletivamente.


Das primeiras sementes à fundação do Instituto

A história do ILPS começou a ser escrita antes mesmo de sua fundação oficial. Em 2010, dois momentos marcaram o início dessa trajetória: a palestra de abertura da Biosemana e a criação do Prêmio Luísa. Ambos nasceram com um mesmo propósito: valorizar jovens talentos e incentivar pesquisas voltadas à conservação ambiental.


Essas primeiras iniciativas logo mostraram que havia espaço e necessidade de algo maior: uma instituição capaz de transformar a inspiração de Luísa em um movimento contínuo de apoio à ciência, de fortalecimento da juventude e de defesa da biodiversidade. Foi assim que, em 17 de abril de 2015, o Instituto Luísa Pinho Sartori foi oficialmente fundado.


Desde o início, o ILPS assumiu sua identidade como uma entidade independente, sem fins lucrativos e comprometida com valores sólidos: respeito às diferenças, pluralismo, solidariedade e preservação do planeta. O Instituto nasceu para ser um legado vivo, carregando adiante os ideais que deram origem ao Prêmio Luísa e consolidando-se como um espaço de continuidade, encontro e transformação.


Prêmio Luísa: da inspiração à referência nacional

Entre as iniciativas que marcaram a trajetória do Instituto, o Prêmio Luísa ocupa um lugar especial. Criado em 2010, ainda antes da fundação oficial do ILPS, ele nasceu com o objetivo de incentivar estudantes a perseverarem em seus estudos e pesquisas, oferecendo não somente reconhecimento, mas também um estímulo concreto para que seguissem seus caminhos na conservação ambiental.


O prêmio começou na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mas logo se expandiu: em 2015, passou a contar também com a participação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Em 2016, alcançou todas as universidades do estado, e, com o tempo, tornou-se referência em diversas regiões do país. Hoje, o Prêmio Luísa possui abrangência nacional, reconhecendo talentos de norte a sul do Brasil.


Em uma década e meia de existência, mais de 100 estudantes de graduação e pós-graduação já foram premiados, representando trajetórias de novos pesquisadores que tiveram suas ideias valorizadas e suas vozes amplificadas. Muitos deles seguiram carreira acadêmica ou profissional em áreas ligadas à sustentabilidade, ampliando ainda mais o impacto do Instituto.


Mais do que um reconhecimento, o Prêmio Luísa é uma chamada à transformação: prova de que, ao acreditar no potencial da juventude, é possível semear novas soluções, inspirar mudanças e construir um futuro em harmonia com a natureza.

Banner verde com chamada para apoiar jovens conservacionistas e botão “Contribua com o ILPS”.

Jovens Talentos e Caminhos para a Conservação

Se o Prêmio Luísa abriu portas para que estudantes fossem reconhecidos, o Programa Jovens Talentos para a Conservação surgiu como um passo além: uma oportunidade de formação, acompanhamento e incentivo para que esses mesmos transformassem suas ideias em projetos reais.


A primeira edição aconteceu em 2018, reunindo universidades do estado do Rio de Janeiro. O sucesso foi tão grande que, em poucos anos, o programa ganhou novas proporções. Em 2022, ampliou-se para universidades de todo o sudeste. Em 2023, chegou também ao sul do país, e, em 2024, conquistou a tão sonhada abrangência nacional. Essa expansão consolidou o programa como uma das iniciativas mais importantes do Instituto, capaz de revelar novas lideranças ambientais e preparar jovens para enfrentar os desafios da conservação no Brasil.


O ano de 2024 também marcou o início do Programa Caminhos para a Conservação, um projeto complementar que visa fortalecer ainda mais o protagonismo e a atuação em defesa da conservação. Voltado para todos os apoiadores do ILPS, o programa cria um espaço de aprendizado, troca e engajamento, estimulando novas perspectivas e ampliando o alcance das ações de advocacy do Instituto.


Com essas iniciativas, o Instituto reafirma seu compromisso de formar, apoiar e inspirar a próxima geração de defensores ambientais, garantindo que a luta pela preservação continue viva nas mãos de quem irá construir o futuro.


Nossos números falam por nós

Ao longo de 15 anos, o Instituto Luísa Pinho Sartori construiu uma trajetória marcada por resultados concretos que traduzem seu compromisso com a conservação ambiental. Cada número alcançado é reflexo de muito trabalho, dedicação e da confiança de parceiros, apoiadores e, principalmente, da juventude que encontrou no ILPS um espaço para sonhar e realizar.


  • +800 mil reais investidos em prêmios, bolsas e patrocínios a projetos de conservação ambiental
  • +350 trabalhos científicos recebidos e avaliados, demonstrando a força da produção acadêmica em prol da natureza
  • +100 estudantes premiados, reconhecidos por seu talento e compromisso com a preservação
  • +15 palestrantes nacionais e internacionais convidados, que compartilharam experiências e ampliaram o olhar para os desafios ambientais globais
  • +40 eventos realizados, que reuniram ciência, o mundo acadêmico e sociedade em torno da mesma causa


Esses números não são apenas estatísticas, eles contam histórias de transformação. Eles representam jovens que seguiram carreira na conservação, pesquisas que ganharam visibilidade, projetos que saíram do papel e comunidades que foram impactadas. São a prova viva de que o ILPS cumpre, dia após dia, sua missão de formar talentos, incentivar a ciência e semear esperança para o futuro do planeta.


Biosemana: ciência, encontros e inspiração

Entre as iniciativas mais emblemáticas do Instituto, a Biosemana se destaca como um espaço de encontro entre ciência, juventude e sociedade. Desde sua criação, o evento tornou-se um marco no calendário acadêmico, reunindo estudantes, professores, pesquisadores e especialistas em torno de um objetivo comum: aprofundar o conhecimento e ampliar o diálogo sobre conservação ambiental.


Ao longo dos anos, a Biosemana consolidou-se como uma verdadeira vitrine de ideias e experiências. Foram dezenas de palestras, mesas-redondas e atividades que estimularam reflexões, aproximaram gerações e abriram caminhos para novas pesquisas. Mais importante do que destacar nomes ou momentos específicos, o que permanece é o espírito coletivo do evento: a troca de saberes, a inspiração para seguir adiante e a certeza de que a ciência é essencial para enfrentar os desafios ambientais do presente e do futuro.


A cada edição, a Biosemana reafirma o compromisso do ILPS com a formação de lideranças e a difusão do conhecimento científico, tornando-se um espaço onde nascem colaborações, amadurecem projetos e se fortalece o propósito de um mundo mais sustentável.


Gratidão e compromisso com o futuro

Celebrar 15 anos de história é também reconhecer que nada disso teria sido possível sem a colaboração de muitas mãos e corações. O Instituto Luísa Pinho Sartori agradece profundamente a todos os estudantes, pesquisadores, professores, parceiros, associados, conselheiros e apoiadores que caminharam juntos nessa trajetória. Cada contribuição, pequena ou grande, ajudou a transformar sonhos em realizações e ideais em ações concretas.


Além de celebrar a jornada construída até aqui, este é um momento de reafirmar compromissos, e o ILPS segue firme em sua missão de formar e inspirar  jovens conservacionistas, impulsionando a ciência e a conservação ambiental no Brasil. A cada programa, prêmio ou projeto, o Instituto renova sua convicção de que é possível construir um futuro mais justo e sustentável.


Que os próximos anos sejam de novas descobertas, mais talentos reconhecidos e ainda mais caminhos abertos para a preservação da vida. 


E é essa esperança que nos move a seguir adiante, lembrando sempre a essência da nossa missão:

proteger o planeta onde moramos, o único onde podemos viver.

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Há mais de uma década, o Instituto Luísa Pinho Sartori mantém um compromisso especial com a BioSemana UFRJ . Desde 2010 pelas mãos da família de Luísa, e a partir de 2015 pelo próprio Instituto, patrocinamos a Palestra de Abertura do evento — um espaço que já recebeu nomes como Dr. Stuart Pimm, Dr. Carl Jones e Dra. Asha de Vos, referências mundiais na conservação ambiental. Neste ano, para celebrar essa trajetória e aprofundar o encontro entre nossa comunidade e um convidado tão especial, preparamos algo novo: o Jantar BioSemana UFRJ , uma noite pensada para reunir, em um ambiente intimista, quem acredita que proteger a biodiversidade também é proteger conhecimentos e histórias de vida. Um convidado que representa uma virada de olhar O nome escolhido pela Comissão Organizadora da BioSemana deste ano carrega um significado especial: Leroy Ignacio , indígena do povo macuxi, da região de Rupununi, na Guiana. Sem formação acadêmica em Biologia, Leroy foi peça-chave na conservação do tarim — o ameaçado pintassilgo-da-Venezuela —, unindo saber tradicional e ciência em um dos exemplos mais admirados de conservação comunitária das Américas. Seu trabalho já rendeu reconhecimento internacional, incluindo o Whitley Award , conhecido como o "Oscar da Conservação", e hoje ele preside a South Rupununi Conservation Society . A vinda de Leroy ao Brasil, com todas as despesas custeadas pelo ILPS, é também um símbolo do que defendemos: a valorização do conhecimento tradicional como parte essencial — e urgente — do debate sobre conservação ambiental. Uma noite para ouvir, trocar e se inspirar O Jantar BioSemana UFRJ acontece no dia 31 de agosto, às 19h, no Rubaiyat Rio (R. Jardim Botânico, 971), em um formato pensado para ir além da plateia: uma conversa próxima, em clima acolhedor, com quem viveu na prática o encontro entre tradição indígena e ciência da conservação. Temos a alegria de contar com o Rubaiyat Rio não apenas como sede, mas como parceiro genuíno dessa causa — um espaço que abraça a proposta do evento e se soma a nós na divulgação e na construção dessa noite tão especial. Uma parceria que reforça algo em que acreditamos: iniciativas de conservação crescem quando encontram aliados dispostos a emprestar seu espaço, sua rede e seu cuidado. Participe dessa noite Reservar um lugar no Jantar BioSemana UFRJ é garantir uma experiência rara: estar perto de uma história de conservação que atravessou fronteiras, línguas e saberes — e que agora chega até nós. Inscreva-se e reserve seu lugar: 👉 https://forms.gle/ZAMWiv7Uv4EZbfWJA As vagas são limitadas. Esperamos você lá. Confira alguns vídeos da edição passada
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