Antes e depois…

Equipe ILPS • 30 de março de 2023
Um campo com árvores ao fundo e uma cerca em primeiro plano
Um poste de cerca no meio de uma floresta com montanhas ao fundo.
Essas duas fotos mostram momentos diferentes do mesmo lugar, uma propriedade rural em Silva Jardim – RJ. Na verdade, mostra a divisa entre duas propriedades, em dois momentos diferentes (2011 e 2022). Percebe-se a diferença de vegetação na propriedade da direita. O que aconteceu?

Na propriedade da direita, foi executado o que chamamos de Restauração Florestal, ou seja, foram plantadas mudas de diversas espécies de árvores nativas, com técnica adequada de limpeza do terreno, preparação do solo, seleção de espécies, plantio das mudas e manutenção do local por três anos, no mínimo. 

A floresta plantada foi crescendo aos poucos. O capim foi sendo eliminado pela manutenção (capina mecânica) e depois pela própria sombra das mudas das espécies que cresceram mais rapidamente. O vento trouxe sementes de outras espécies, além das inicialmente plantadas, que encontraram um ambiente mais adequado para germinarem, ao invés de secarem no pasto. Pássaros vieram buscar abrigo e alimentos na floresta (re)nascente e também trouxeram sementes das espécies comestíveis das quais se alimentaram em bosques próximos (para animais que voam...). Por fim, espécies terrestres passaram a usar essa nova floresta como refúgio e fonte de alimento, trazendo também sementes de outras espécies que não as originalmente plantadas. Esse processo está em pleno funcionamento, já que o local foi protegido por cercas para impedir a entrada do gado vizinho, e faz parte de uma propriedade privada.

Serviços ecológicos, que a Natureza nos proporciona “de graça”, voltaram a ser realizados. A primeira mudança notável é na temperatura do local. O microclima mudou, com temperaturas mais baixas e mais umidade. A segunda mudança notável foi no volume dos pequenos cursos d’água existentes, que aumentaram e se mantém maiores que no passado, durante todos os meses, ano após ano. Uma pequena nascente, antes não percebida, agora também abastece o córrego.

Pássaros e animais que não eram avistados nesse local agora percorrem a propriedade. A cada mês uma nova espécie é avistada, indicando a melhoria das condições de alimentação e abrigo por conta da floresta que vai se formando.

Somos privilegiados por poder documentar esse processo, e vamos compartilhar aqui no site do ILPS imagens da Natureza se recompondo, dessa floresta em formação. Esperamos com isso incentivar proprietários rurais a fazerem esse mesmo trabalho em suas áreas, e mobilizar habitantes das cidades a contribuir financeiramente para a execução desses projetos.
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Há mais de uma década, o Instituto Luísa Pinho Sartori mantém um compromisso especial com a BioSemana UFRJ . Desde 2010 pelas mãos da família de Luísa, e a partir de 2015 pelo próprio Instituto, patrocinamos a Palestra de Abertura do evento — um espaço que já recebeu nomes como Dr. Stuart Pimm, Dr. Carl Jones e Dra. Asha de Vos, referências mundiais na conservação ambiental. Neste ano, para celebrar essa trajetória e aprofundar o encontro entre nossa comunidade e um convidado tão especial, preparamos algo novo: o Jantar BioSemana UFRJ , uma noite pensada para reunir, em um ambiente intimista, quem acredita que proteger a biodiversidade também é proteger conhecimentos e histórias de vida. Um convidado que representa uma virada de olhar O nome escolhido pela Comissão Organizadora da BioSemana deste ano carrega um significado especial: Leroy Ignacio , indígena do povo macuxi, da região de Rupununi, na Guiana. Sem formação acadêmica em Biologia, Leroy foi peça-chave na conservação do tarim — o ameaçado pintassilgo-da-Venezuela —, unindo saber tradicional e ciência em um dos exemplos mais admirados de conservação comunitária das Américas. Seu trabalho já rendeu reconhecimento internacional, incluindo o Whitley Award , conhecido como o "Oscar da Conservação", e hoje ele preside a South Rupununi Conservation Society . A vinda de Leroy ao Brasil, com todas as despesas custeadas pelo ILPS, é também um símbolo do que defendemos: a valorização do conhecimento tradicional como parte essencial — e urgente — do debate sobre conservação ambiental. Uma noite para ouvir, trocar e se inspirar O Jantar BioSemana UFRJ acontece no dia 31 de agosto, às 19h, no Rubaiyat Rio (R. Jardim Botânico, 971), em um formato pensado para ir além da plateia: uma conversa próxima, em clima acolhedor, com quem viveu na prática o encontro entre tradição indígena e ciência da conservação. Temos a alegria de contar com o Rubaiyat Rio não apenas como sede, mas como parceiro genuíno dessa causa — um espaço que abraça a proposta do evento e se soma a nós na divulgação e na construção dessa noite tão especial. Uma parceria que reforça algo em que acreditamos: iniciativas de conservação crescem quando encontram aliados dispostos a emprestar seu espaço, sua rede e seu cuidado. Participe dessa noite Reservar um lugar no Jantar BioSemana UFRJ é garantir uma experiência rara: estar perto de uma história de conservação que atravessou fronteiras, línguas e saberes — e que agora chega até nós. Inscreva-se e reserve seu lugar: 👉 https://forms.gle/ZAMWiv7Uv4EZbfWJA As vagas são limitadas. Esperamos você lá. Confira alguns vídeos da edição passada
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