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Restauração de 30% de áreas degradadas do planeta pode salvar cerca de 70% de espécies ameaçadas

Um artigo publicado no dia 14 de outubro na revista científica Nature indicou que a restauração de 30% de áreas degradadas do planeta pode salvar cerca de 70% de espécies ameaçadas de extinção e absorver quase metade do carbono acumulado na atmosfera desde a Revolução Industrial, desde que feita em áreas estratégicas. O estudo teve participação de 27 cientistas de 12 países diferentes, entre eles os brasileiros Bernardo Strassburg, líder da pesquisa, Alvaro Iribarrem, Carlos Leandro Cordeiro, Renato Crouzeilles, Catarina Jakovac, André Junqueira, Eduardo Lacerda, Pedro Brancalion, Carlos Scaramuzza e Fabio Scarano.


De acordo com Strassburg, em entrevista para a Agência Bori, “essa ação não prejudicaria a agricultura. Podemos recuperar até 55% das áreas degradadas do planeta e ainda manter a produção agrícola atual, provavelmente com vários impactos positivos como conservação da água, solo e melhor polinização”. Ou seja, a restauração pode ocorrer em locais em que a recuperação de vegetação tem menos custos e traz mais benefícios.

Foto: Mayke Toscano (reprodução da web)

O trabalho demonstra que o Brasil poderia se tornar um grande foco de restauração de ecossistemas. A Mata Atlântica se destacou como uma hiperprioridade global: Ainda em entrevista para a Agência Bori, o autor afirmou que “Seja para salvar as espécies da extinção ou para mitigar mudanças climáticas, e em particular para ambos simultaneamente, a Mata Atlântica é especial. Grande parte dela está na zona de alta prioridade de restauração da nossa escala”.


Apesar dos resultados trazerem esperança, o autor destaca que para obter um resultado otimizado, é importante focar em áreas prioritárias: “Dependendo de onde a restauração acontece, os resultados podem ser bastante diferentes.”


Mas as expectativas são otimistas! Os pesquisadores acreditam que, até 2050, 860 milhões de hectares podem ser restaurados. Para isso, o resultado do estudo deve ser incluído nas negociações do próximo encontro da Convenção da Diversidade Biológica (CBD), em 2021, na China, onde serão definidas as metas de conservação até 2050.

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